
Área/programa: Programa de Protagonismo Indígena - Projeto Prospera na Floresta
Tipo de contratação: Pessoa Jurídica (PJ)
Período de inscrição: 15/09/2026 a 30/09/2026
Locais de atuação: Manaus/AM; Terra Indígena Pinatuba, no município de Manicoré/AM; e Terra Indígena Caititu no município de Lábrea/AM.
EMAIL PARA ENVIO DE PROPOSTAS: [email protected]
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia por meio de programas e projetos nas áreas de educação e cidadania, saúde, empoderamento, pesquisa e inovação, conservação ambiental, infraestrutura comunitária, empreendedorismo e geração de renda. A FAS tem como missão contribuir para a conservação do bioma pela valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade e pela melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia. A FAS foi criadaem 2008 e dentre os resultados de seu impacto está o aumento de 202% na renda média de famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas entre 2008 e 2021. Saiba mais sobre nossa atuação site.
O Projeto Prospera na Floresta é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem como objetivo contribuir para a consolidação de áreas protegidas no estado do Amazonas, por meio do fortalecimento da sociobioeconomia, da gestão territorial e ambiental, de atividades produtivas sustentáveis e de iniciativas comunitárias.
Entre as ações previstas está o apoio a elaboração, atualização e fortalecimento de Planos de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PGTAs), entendidos como instrumentos de planejamento e diálogo intercultural que devem reconhecer a autonomia, o protagonismo, a autodeterminação, aos conhecimentos, os modos de vida e as formas próprias de organização dos povos indígenas.
A presente contratação compreende dois processos territorialmente distintos: a elaboração do PGTA da Terra Indígena Pinatuba e a revisão/atualização do PGTA da Terra Indígena Caititu. Por essa razão não deverá ser adotada a mesma metodologia única e padronizada para os territórios.
Contratação de pessoa jurídica especializada para planejar, mobilizar, facilitar, conduzir, concluir e sistematizar de forma participativa e territorialmente de forma diferenciada:
· Elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Pinatuba, localizada no município de Manicoré/AM; e
· Revisão e atualização do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Caititu, localizada no município de Lábrea/AM.
A contratação deverá compreender desde a preparação metodológica e a mobilização territorial até a validação comunitária, a redação final, a revisão técnica e textual e o tratamento dos produtos cartográficos. Para cada território, a contratada deverá entregar um documento completo, revisado e organizado, com textos, mapas, imagens, legendas, créditos e demais elementos necessários, pronto para a etapa de diagramação pela FAS.
A impressão física dos PGTAs, a contratação gráfica e a distribuição dos exemplares serão de responsabilidade da FAS.
A contratada deverá atuar como facilitadora e apoiadora técnica do processo. As decisões sobre prioridades, conteúdos, categorias territoriais, acordos comunitários, formas de representação e validação pertencem aos povos indígenas e as instancias de decisão reconhecidas em cada território.
· Realizar reunião de alinhamento técnico e administrativo com a equipe da FAS antes do início das atividades territoriais.
· Levantar, organizar e analisar documentos, mapas, diagnósticos, estudos, planos, registros históricos, bases cartográficas, protocolo de consulta e demais informações disponíveis sobre cada território.
· Identificar, em diálogo com a FAS e as organizações indígenas, as estruturas de governança, representação, tomada de decisão, aldeias e comunidades, atores e instituições relevantes em cada território.
· Elaborar dois planos metodológicos diferenciados, um para Pinatuba e outro para Caititu, especificando objetivos, etapas, instrumentos participativos, equipe, estratégia de mobilização, cronograma, logística, registros, riscos e formas de validação.
· Apresentar e pactuar a proposta metodológica com as instâncias reconhecidas em cada território, registrando decisões, ajustes, responsabilidades e calendário acordado.
· Planejar e apoiar a mobilização das aldeias e comunidades participantes segundo os critérios e formas definidas pelo próprio território.
· Conduzir diagnóstico participativo, considerando, conforme pertinência definida pelas aldeias e comunidades, história e ocupação, governança, população e aldeias, cultura, conhecimentos tradicionais, proteção territorial, recursos naturais, sociobiodiversidade, atividades produtivas, segurança alimentar, áreas degradadas, ameaças e conflitos, mudanças ambientais e climáticas, saúde, educação, infraestrutura, relações institucionais e demais temas indicados pelo território.
· Realizar ou apoiar etnomapeamento participativo, quando pactuado, com base nos conhecimentos e saberes indígenas, identificando áreas de relevância ambiental, sociocultural, histórica e produtiva, respeitando restrições de divulgação definidas pelas aldeias e comunidades.
· Apoiar, quando pactuado e compatível com o estágio do processo, atividades de etnozoneamento, categorização participativa de áreas e construção ou revisão de acordos comunitários de uso, manejo, proteção e recuperação.
· Facilitar a construção ou atualização da visão de futuro do território, das prioridades estratégicas e dos objetivos de gestão territorial e ambiental.
· Construir, com as aldeias e comunidades, plano de ação com prioridades, atividades, responsáveis, parceiros potenciais, prazos, formas de acompanhamento e indicadores simples, respeitando as decisões e capacidades locais.
· Considerar, conforme pertinência territorial, os sete eixos da PNGATI: proteção territorial e dos recursos naturais; governança e participação indígena; áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso sustentável dos recursos naturais e iniciativas produtivas indígenas; propriedade intelectual e patrimônio genético; capacitação, formação, intercâmbio e educação ambiental.
· Realizar reuniões/oficinas de devolutiva e validação dos conteúdos produzidos, incorporando ajustes indicados pelos territórios antes da consolidação final.
· Articular-se, mediante anuência da FAS e das representações indígenas, com FUNAI e outras instituições consideradas relevantes, sem substituir as instâncias próprias de decisão dos povos indígenas.
· Produzir registros metodológicos e técnicos de todas as atividades, incluindo memórias, listas de presença, registros fotográficos autorizados, materiais produzidos nas oficinas, decisões pactuadas e encaminhamentos.
· Sistematizar separadamente os processos de Pinatuba e Caititu, mantendo rastreabilidade entre os conteúdos produzidos em campo, as validações e o documento final.
· Realizar redação final, revisão técnica e textual, tratamento cartográfico e edição dos PGTAs, com linguagem clara e respeito às denominações e formas de expressão definidas pelos territórios.
· Entregar, para cada PGTA, arquivo editável com o conteúdo final revisado e organizado, acompanhado dos mapas, imagens, legendas, créditos, autorizações e demais materiais técnicos em formatos editáveis e de alta resolução. O conjunto deverá estar completo e pronto para diagramação pela FAS.
Atividades específicas - Terra Indígena Pinatuba: elaboração do PGTA
· Reconstruir participativamente a trajetória territorial e os processos de gestão já existentes, reconhecendo conhecimentos, acordos e práticas anteriores ao próprio PGTA.
· Construir diagnóstico territorial participativo e base de informações inicial para o PGTA.
· Construir ou atualizar, de forma participativa, os produtos cartográficos necessários ao planejamento, conforme pactuação territorial.
· Identificar potencialidades, ameaças, desafios, prioridades e estratégias de proteção, manejo, uso sustentável, fortalecimento cultural, governança e bem viver.
· Construir visão de futuro, objetivos, acordos e plano de ação do PGTA.
· Elaborar versão preliminar, realizar devolutiva e validação e consolidar a versão final aprovada conforme o mecanismo de decisão pactuado com o território.
· Realizar leitura técnica e participativa do PGTA vigente e dos documentos produzidos desde sua elaboração.
· Identificar, junto às aldeias e comunidades, quais conteúdos, prioridades, acordos e mapas permanecem válidos, que precisam ser alterados e quais devem ser incluídos.
· Avaliar, de forma participativa, as ações previstas no PGTA anterior: ações realizadas, parcialmente realizadas e não realizadas; resultados percebidos; dificuldades; aprendizados e fatores que influenciaram sua implementação.
· Identificar mudanças ocorridas no território desde a elaboração do PGTA, incluindo transformações sociais, ambientais, climáticas, produtivas, institucionais, territoriais e de governança.
· Atualizar diagnóstico, etnomapeamento/etnozoneamento quando pactuado, visão de futuro, prioridades, acordos comunitários e plano de ação.
· Registrar de forma transparente o que foi mantido, atualizado, excluído ou acrescentado em relação à versão anterior.
· Elaborar versão preliminar atualizada, realizar devolutiva e validação e consolidar a versão final aprovada conforme o mecanismo de decisão pactuado com o território.
Dúvidas e Esclarecimentos: [email protected] e [email protected]
Link para acessar o TDR
https://drive.google.com/file/d/16oRzGie63njL-3hyvePgyY0uC97ETN3o/view-usp=sharing

Founded in 2008 and headquartered in Manaus, Amazonas, Brazil, the Foundation for Amazon Sustainability (FAS) is a non-profit civil society organization that works for the sustainable development of the Amazon through programs and projects in the areas of education and citizenship, health, empowerment, research and innovation, environmental conservation, community infrastructure, entrepreneurship and income generation.
Our mission is to contribute to the conservation of the Amazon by valuing the standing forest and its biodiversity and improving the quality of life of the Amazonian populations. In 2023, the institution completes 15 years of activities with remarkable results, such as the 202% increase in the average income of thousands of families benefited and the 40% decrease in deforestation in areas covered by FAS between 2008 and 2021.